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Contos e Lendas

12
Jul21

A Fonte das Almas

 

Sobre a Fonte Santa de Alte, a norte de Paderne,

concelho de Albufeira, consta que Estácio da Veiga (1836- 1891)

põs a lenda em verso:

 

Era de Maio uma tarde

De tais flores perfumada

Que a virgem Mãe do Rosário

De tanto enlevo elevada

 

Junto à margem de um ribeiro

Céu e terra contemplava.

Nas águas que ali correm

Via-se Ela retratada.

 

E dos mirtais e roseirais

Que o ribeiro refrescava

Uma capela tecera

Para a Senhora da Orada.

 

Tecida que era a capela

Logo ali se ausentara,

Levando no seu regaço

O Filhinho de Sua alma.

 

Indo em meio do caminho

Grande calor apertava,

A água o Menino pedia,

Mas sua Mãe não lha dava.

 

Que dentre aquelas estevas

Olho de água não brotava.

Crescia sede, crescia,

E então a Virgem parava.

 

 

 

 

Lança olhos à ventura,

Vê uma rocha escarpada

Onde o sol dava de face

Com tal ardor que crestava!

 

Palavras que a Virgem disse

Logo pelo Céu entraram,

E o rochedo que as ouvira,

Em fonte se transformara.

 

O caso é que em bem pouco

Água tão fresca jorrava,

Que aos pés da Santa corria,

Como quem os pés beijava.

 

Bebendo que era o Menino,

Toda a fonte se cercava

De alecrins e mangeronas

E rosas de toda a casta.

 

Desde então, ficou a fonte

Chamada a fonte fadada,

Dera-lhe a Virgem três chaves,

Uma de ouro e as mais de prata.

 

Uma para ser aberta

Outra para ser fechada

E outra para ali guardar

Almas puras como a água.

 

Das almas que a Santa Virgem

Muitas vezes lá guardava,

Ficou o povo chamando

À fonte – fonte das Almas.

 

Lenda da Bilha de S. Jorge

 

A Batalha de Aljubarrota travou-se em 14 de Agosto de 1385 entre o exército de D. João I de Portugal e o rei de Castela, num dia de calor abrasador. A batalha tinha sido decidida pelo rei de Portugal e D. Nuno Álvares Pereira, o Condestável, contra a vontade da maioria da nobreza e do exército. A principal razão era a desproporção das forças: trinta mil castelhanos contra sete mil portugueses. O auxílio esperado de Inglaterra não viria a tempo de evitar um eventual cerco à cidade de Lisboa. Era melhor morrer com honra do que a humilhação da fuga. No dia da batalha encontravam-se os exércitos frente a frente, com o sol a queimar o ar e a sede a começar a torturar os soldados portugueses. O Condestável temia mais a sede que o exército inimigo e incumbiu Antão Vasques de procurar água, uma tarefa difícil dada a secura dos regatos. Mas por S. Jorge tudo era possível! Antão Vasques em vão procurou água e já desesperado desceu do cavalo e ajoelhou-se na terra poeirenta e pediu ao seu anjo da guarda o impossível. No mesmo instante, surgiu uma camponesa com uma bilha de água que quanto mais dela se bebia mais de água se enchia como de fonte inesgotável brotasse. Uma água que saciava a sede e renovava as forças e o espírito. Os castelhanos atacaram, certos de encontrar os soldados enfraquecidos pela espera e pela sede. Mas os sete mil portugueses aguentaram firmes e para grande surpresa dos castelhanos ripostaram com tal valentia que estes retiraram em debandada nesse dia de vitória para Portugal. No lugar onde surgiu a jovem camponesa mandou o Condestável erguer a capela de S. Jorge e ainda hoje lá está uma bilha de água para dar de beber a quem passe e tenha sede. S. Jorge ficou também como padroeiro do exército português.