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Contos e Lendas

03
Dez22

Lenda Uma Sina de Sofrimento – Alvaiázere

 

Esta lenda conta-se em Maçãs de Dona Maria, cabeça de freguesia, que fica a uma dúzia de quilómetros de Alvaiázere. Pois trata de uma linda rapariga que vivia com seus pais, que eram lavradores remediados. E cada vez que a rapariga ia à talha buscar azeite, vivendo com intensidade aquilo que ela julgava ser castigo, o estar na aldeia, via-se espelhada na superfície do azeite e dizia:

- Ai como eu sou tão bonita!

- Escutava uma voz que lhe dizia:

- É a tua sina!

Tantas vezes aquilo lhe aconteceu que não resistiu a contar à mãe. E esta intrigada, recomendou-lhe que interrogasse a voz sobre o que queria dizer, que sina afinal seria a sua.

E assim fez a rapariga escutando:

- Vais ter duas filhas, mas depois passarás sete anos de vida mundana…

A rapariga ficou transida.

De quem seria a voz?

Na verdade passados uns tempos, apareceu na aldeia um rapaz que era  vizinho de outra terra, apaixonou-se pela jovem e pediu-lhe namoro, tendo ela aceitado. Muito honestamente a mãe preveniu o rapaz do que se passava, mas ele tão apanhado que estava que insistiu em  casar, e casaram mesmo.

E tudo estava a correr muito bem, quando a rapariga, após ter duas filhas, abandonou o lar e foi para a cidade, caindo numa vida mundana. E assim passaram sete anos até que largou tudo e regressou à terra.

Ora, foi precisamente a mãe a primeira pessoa conhecida que a viu, estavam ambas ao pé da ponte.

A mãe reconheceu-a e, zangada, dando-lhe um empurrão exclamou:

- Andas por aqui vagabunda?!

Caindo ao rio a rapariga agarrou-se a uns salgueiros e salvou-se. Depois, correu por uns campos fora, não se sabendo do seu destino.

Um dia, à porta do marido, que vivia com as filhas, bateu uma velhinha. As raparigas não sabiam que era, mas tiveram muita pena dela e deixaram-na entrar. Deram-lhe e comer e passaram a tarde juntas, tendo a velha catado os piolhos ás raparigas, lavando-lhes também as cabeças.

Depois, quis ir-se embora, mas elas arranjaram-lhe lugar para ficar num barracão anexo. Ela lá acabou por aceitar.

O pai chegou à noite, jantou e deitou-se. Mas às tantas da madrugada acordou com uma estranha sensação.

Foi ver o que era e entrou no barracão onde estava a velha. Mas a velha estava morta, deitada num caixão iluminado por centenas de velas acesas.

Conforme a lenda, a pobre mulher expiara os pecados marcados pela sua sina. E com os sofrimentos do corpo acabara por ganhar o Céu.