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Contos e Lendas

02
Set21

Lenda do Rei Midas

O Rei Midas: o avarento que morreu de fome

 Tudo o que tocava virava ouro... até morrer de fome!!!

Narra a mitologia que o rei Midas era muito avarento.

Por ter tratado bem a Sileno, seu prisioneiro, recebeu dos deuses a grande recompensa de converter em ouro tudo quanto sua mão tocasse. Uma bela fortuna, não é verdade?

Fora de si de contente, aquele rei tocou seu bastão, e o bastão se converteu em ouro cintilante.

Tocou a parede, e a parede tornou-se num bloco de ouro preciosíssimo. No palácio real, tudo agora era ouro.

O rei assentou-se à mesa para o jantar. A sopa, apenas lhe tocou os lábios, tornou-se ouro. O pão, a carne, tudo ouro.

De sorte que Midas não pôde tomar alimento algum, e depois de alguns dias ia morrendo de fome, embora rodeado de ouro.

Assim diz a fábula. Mas eu vos digo, em outro sentido, que também nós possuímos um meio de converter em ouro — isto é, em mérito preciosíssimo — todas as nossas obras.

Esse meio é: conformar sempre e em tudo a nossa vontade com a vontade de Deus.

 

(Pe. Francisco Alves)

 

Os Cavaleiros das esporas de ouro

 

Esta lenda transmontana remonta ao século XII, quando os povos peninsulares travavam decidida luta com os Mouros. E perto de Chacim, o monte Carrascal era uma fortaleza moura, a derradeira no que é o Nordeste Transmontano.

Hoje, esta zona encontra-se ocupada pelo Santuário de Nossa Senhora de Balsemão, correndo ali cerca o rio Azibo. Comandava a fortaleza, e mandava também nos arredores, o terrível emir Abdel-Ali., que para além de pesados impostos pecuniários na região, exigia o tributo de donzelas. Isto é, que a primeira noite das  noivas das redondezas fosse passada com ele. «Sanguinário, feroz de sensual», diz a lenda. No Castro, hoje Castro Vicente, a 15 quilómetros de Alfândega da Fé, na altura apenas Alfândega, vivia o cristão e rico homem Rodrigo Ventura de Melo com sua filha, a bela Teodolinda. A jovem recusava todos os pretendentes por receio ao tributo de donzela. Ora, o emir, sabendo que D. Rodrigo queria mudar a situação, foi a Castro reiterar o seu direito de pernada. Nessa altura, viu a filha do inimigo e desejou-a. Ora, de Castro foi o cristão a Alfândega pedir apoio a Pedro Malafaia, que capitaneava uma força de 200 cavaleiros, os Cavaleiros das Esporas de Ouro. Foi com a filha, e ela e Casimiro Malafaia, filho de Pedro, enamoraram-se. E, decidiram casar, embora rapariga vivesse no terror do tributo ao emir. Então os pais dos jovens planearam um ataque ao emir durante o dia do casamento.

Porém, o emir tinha espiões por toda a parte e soube do casamento mandando o seu melhor cavaleiro e um bando de guerreiros raptar a noiva à saída da igreja.. E assim aconteceu, numa altura em que os Cavaleiros das Esporas de Ouro ainda vinham a caminho. Mas á noticia do rapto os povos cristãos da região levantaram-se em armas e atacaram o castelo do Monte Carrascal, impedindo que o emir violasse Teodolinda, pois tinha que estar atento à luta.

M campo aberto, mouros e cristãos lutaram desesperadamente, morrendo dezenas de homens. Diz a lenda que a uma súplica de Teodolinda, encerrada nos aposentos do emir, no campo de batalha apareceu uma misteriosa enfermeira que curava os feridos reabilitando-os fisicamente para prosseguirem o combate.

Que era Nossa Senhora, garantem as vozes, a verdade é que ela desapareceu no final da luta.

Graças à atempada intervenção dos Cavaleiros das Esporas de Ouro, os cristãos ganharam a batalha tendo conquistado o castelo. Casimiro conseguiu entrar no quarto do emir no preciso momento  em que este, vendo tudo perdido, não podendo violar a jovem noiva, se preparava para a apunhalar. A lança do noivo, atirada  com mão firme trespassou-o, matando-o e Casimiro levou a cabeça do terrível mouro ao alto das muralhas, acabando logo ali os raros focos de resistência por parte dos últimos mouros que ainda dominavam  aquelas bandas do território português. E o lugar da batalha, em que tantos morreram(uma verdadeira chacina), Acabaria por chamar-se Chacim e a Alfândega foi acrescentado «da Fé»