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Contos e lendas

25
Nov25

Chaves – Uma cesta de figos de Monforte

 

A poucos quilómetros de Chaves, fica o imponente castelo de Monforte, o velho protector das aldeias daquelas vizinhanças. Ora, conta a lenda que mesmo junto dele se situava uma povoação que desapareceu devido ao mau carácter de um governador da região transmontana, naturalmente odiado pela população. Pois ele era um tal D. Afonso, príncipe e irmão de D. João V. Orgulhoso, pedante, não cumprimentava ninguém, ostentando um incomparável mau feitio. No entanto, nas raras vezes, que o viam, as pessoas, por cortesia para com o cargo, saudavam-no, embora soubesse de antemão que ficavam sem resposta. Aconteceu certo dia aparecer por Chaves e arredores um  mensageiro a dizer que se preparassem as cerimónias, pois o governador vinha fazer-lhes uma visita oficial. Perante o anúncio, na tal aldeia ao pé do castelo reuniram-se então os representantes do povo para deliberar a maneira como o receberiam. Por fim, decidiram enfeitar as ruas com arcos de verdura, e flores lhe seriam lançadas à sua passagem. Outros foram comprar foguetes a Chaves e contratar um gaiteiro galego para alegrar os dias da visita. Porém, faltava a prenda oficial da aldeia para o governador. É que ele era tão rico que tudo lhes parecia pouco. E depois naquela altura do ano, até escasseavam os produtos agrícolas. Olhem, havia castanhas, figos secos e pinhas mansas de onde se tiravam os pinhões. Bem, as castanhas eram guardadas para a sopa do inverno e sextas feiras da Quaresma, os pinhões, o mais apetecido pelas crianças, e os figos, para distribuir pelos cantadores de Janeiras. Decidiram oferecer uma cesta de figos a D. Afonso. Eram muito doces e saborosos, não podiam deixar de lhe agradar. E quando chegou a hora da oferenda no cerimonial da recepção do governador, este perdeu a cabeça quando reparou que a prenda oficial era uma tal cesta de figos coberta com um pano de linho. Considerou aquilo uma ofensa.

 Malditos! Isto é uma miserável afronta! Guardas! Prendam esse cão! Amarrem-no àquela árvore!

Sem perceberem bem o sentido das palavras, os guardas prenderam o representante da população que levava a cesta. E o governador, depois de tomar fôlego, vociferou:

-Agora, atirem-lhe à cara todos os figos dessa cesta! Todos! Que não falhe nenhum, ouviram? E assim foi feito. D. Afonso assistiu, depois retirou-se com a sua comitiva para as suas tendas a fim de pernoitarem. A população estava atónita com o inesperado desfecho da festa que tinha planeado. Depois do castigo, correram a libertar o vizinho, mas este só se ria e comentava para que o queria ouvir:

- Ena, que sorte eu tive em lhe oferecer figos! Se fossem pinhas, outro galo cantaria e a minha cara não estaria tão perfeita!

Mas a população não esteve para graças. No dia seguinte, quando D. Afonso e os seus se levantaram, não havia ninguém na aldeia. Durante a noite, com os seus pertences, os de Monforte de Rio Livre haviam passado a fronteira e encontravam-se uns na Galiza e outros no Couto Misto, longe da jurisdição do irmão de D. João V.

Contos e lendas

25
Nov25

Castelo de Paiva - Do Inferno à Senhora das Amoras

1 - Castelo de Paiva tem mais de uma mão cheia lendas que se contam num abrir e fechar de olhos, mas são guardadas com um certo estremecimento. Mas o leitor, que é uma pessoa serena e não lê estas singularidades ao estilo do soma e segue, saberá apreciá-las.

Vá, sente-se aí. Olhe que quanto vai escutar na prosa de uma conversa já andou nos versos de um poeta paivense.

Por exemplo, no Douro, a pouca distância de Castelo de Paiva, havia um peco sombrio e perigoso que era de arrepiar. Aí, no antigamente, afundavam-se muitos dos barcos que desciam o rio. De acordo com a crença popular, era nesse local que habitava o Diabo. Dizem mesmo que ele se aposentava numa fenda do enorme rochedo que ainda lá está. Mas a navegação já não é afectada pelas suas malfeitorias.

 

2 - Outra lenda traz-nos notícia de que no lugar de Ância, na freguesia de Real, um tal D. Paio de Paiva estrangulou a esposa, Dona Mor de Porto Carreiro. Foi um acto de vingança por ela o ter atraiçoado com um primo. Pois o lugar passou a chamar-se como foi referido, porqu ânsia também significa morte lenta, tal como o uxoricida acabou com a esposa infiel.

3 - Também a voz popular nos diz que na ilha do Castelo, conhecida por ilha do Outeiro, há uma mina subterrânea, praticada pelos Mouros que a liga à Capela Escamarão. Passando por baixo do leito do rio, naturalmente!

Ora no rio Paiva, no fundo do conhecido Poço Negro, também existe um túnel. E dentro desse túnel abrem-se mais dois. Dentro de um deles está um tesouro, e no outro, um gaz tóxico que mata instantaneamente quem o respirar. Segundo os mais velhos de Castelo de Paiva, uma linda moura toma conta do tesouro. Mas também conta que, uma vez, certo individuo conseguiu retirar a arca das profundezas do rio, mas ficou tão cansado que adormeceu, e quando acordou, da arca nem sinal. Alguém lho levou. E ainda hoje há quem diga que quem passar ao Poço Negro poderá ouvir o canto da moura e os lamentos do homem. Mas ninguém se resolve a dar-lhes uma ajuda…

Quanto ao belo armorial, que tem duas espadas gravadas no granito, diz-nos uma lenda que representa a luta de morte travada entre Martin de Bulhões e D. Fafes, disputando os amores de uma Teresa que amava aquele que estava na guerra, e era requestada por este, que ficara na terra.

4 - Finalmente, a lenda da Senhora das Amoras, que tem por cenário, a freguesia de Raiva. Pois ela conta que ali mesmo houve uma escaramuça entre um rei Mouro e o seu séquito e os soldados de um cavaleiro conhecido como D. Nuno. E a fama deste era cruel, pelo que, saindo vencedor, quis logo para si a bela Zara, filha do Mouro. A jovem, que não era cristã, julgando ter mais possibilidades de êxito recorrendo ao deus dos cristãos, implorou salvação. E Deus escutou-a, pois logo ali fez que um sobreiro desse amoras. Ante o milagre, a moura e os seus irmãos de raça que a acompanharam baptizaram-se. E as gentes fizeram onstruir uma igreja sob a invocação da Senhora das Amoras.

Contos e Lendas

14
Nov25

Lenda do Moleiro do Ovil - Baião

 Certo dia um moleiro foi nadar para Ovil num lago entre os penedos do lugar do Giraldo.  E quando quis sair a água, uma força oculta puxou-o e foi parar a um riquíssimo palácio de uma moura encantada!

Alí esteve dois dias acordado e sem fome, queria ir-se embora, mas não podia.

Lembrou-se então de rezar um padre-nosso ao contrário, fórmula boa para quebrar alguns encantos. E resultou.

Os amigos já andavam à procura dele e contou-lhes o sucedido.

Os amigos revistaram o poço e não encontraram palácio algum chamando-lhe de mentiroso. Foi então que ele lhes disse que iria lá buscar uma prova. E, foi trazendo uma barra de ouro.  Logo uma bela rapariga quis casar com ele, mas depois zangou-se dizendo que afinal ele não servia. Ele desafiou-a a ir com ele ao palácio, mas ela teve medo e não aceitou. Por fim casaram, tiveram dois filhos e um deles, chegando a adulto pediu ao pai que lhe comprasse um cavalo para correr mundo em busca de fortuna.

O pai comprou-lhe também dois leões. E ele meteu-se a caminho, chegando a uma terra onde havia uma mata. Nessa mata havia uma serpente com sete cabeças, que comia pessoas. Todos os dias se sacrificava gente daquela terra, até que calhou a vez à filha do Rei. Quando o rapaz ia a passar junto da mata viu uma bela menina a chorar. Não sabia que era a princesa mas ela contou-lhe o que se passava. Ele agarrou nela e foi enfrentar a serpente. Ajudado pelos leões cortou as sete cabeças e as respectivas línguas embrulhando estas num pedaço do vestido da princesa. Depois despediu-se da jovem dizendo que mais tarde dava notícias.

O Rei ficou muito contente e deu uma grande festa dizendo que casaria a Princesa co m o seu salvador. Foi então que um embusteiro encontrou as cabeças e as levou ao Rei.

A princesa dizia que não era ele, mas o rei julgava que ela mentia. O filho do moleiro pegou na sua e foi ao palácio do real. O Rei não o queria receber, mas a Princesa arranjou maneira de mostrar que às cabeças faltavam as línguas que ele ali tinha embrulhadas num bocado do vestido dela. Celebrou-se então o casamento.

O outro irmão, esse ficou junto do pai e ficou assim mais um moleiro do rio Ovil

 

A Moura da Barroqueira

 Vamos voltar a nossa atenção para o lugar da Barroqueira,

na freguesia de Forninhos,

A pouco mais de três léguas da sede do concelho.

Um pastor dali poderá guiar que for até à entrada de uma gruta, disfarçada que está com silvedos e arbustos. Essa entrada contam

as gentes, foi feita pelos Mouros.

Lá dentro há um salão enorme onde desaparecem as ovelhas

que para lá entrem. Come-as uma Moura. Aliás uma lindíssima Moura encantada, pois de cemem cem anos no dia de São Pedro, a Moura sai da gruta e, com muito cuidado para não ser vista,

Empoleira-se nuns penedos a olhar a lua, que estando em quarto crescente, lhe lembra a sua terrae os seus…

 No entanto também se diz:  que todas as noites a Moura corria currais de ovelhas e comia quantas podia como se estivesse a saciar uma fome de cem pessoas!

Ora, continua a lenda, que é variante da outra, uma noite um pastor farto de tantos prejuízos,

levou o seu rebanho até ao pé da entrada da gruta. A dada altura, a moura saiu e ele apontou-lhe a escopeta que levava, e, sem querer saber da beleza dela, perguntou-lhe:

Que andas aqui a fazer? Ao que ela respondeu-lhe sorrindo: - O que tu sabes…

Zangado , gritou-lhe o pastor:

Pois ou voltas para tua gruta ou vai chumbada!

Cheia de medo a Moura desapareceu num ápice.

Bem, e, acabaram assim as visitas aos redis, e, foi a última vez que ela foi vista na Barroqueira.

 

 

Castro Verde – As moscas e a batalha de Ourique

A lenda conta como Nossa Senhora alterou uma antiga disposição da Natureza, ficando assim vingada pela má educação de um vaqueiro. É que antigamente as moscas não incomodavam as vacas, mas as ovelhas. E andando a Senhora pelo Mundo nos seus misteriosos itinerários, perdeu-se em Castro Verde. Porém, passsando por uma manada, viu o vaqueiro a dormir. Não havendo outro que a pudesse ajudar, acordou-o. E pediu-lhe a informação do caminho que deveria tomar. O vaqueiro, zangado, disse não ter vagar para a aturar, que continuasse a andar até um pastor que seria capaz de a informar. E continuou o seu sono. E lá foi Nossa Senhora até ao pastor, cujas ovelhas, incomodadas com as moscas, não paravam no seu esgotante trabalho de as reunir numa sombra. Pastor e cão estavam exaustos. Mesmo assim, o pastor ensinou a Senhora a encontrar o caminho. Acompanhou-a um bocado, embora com a certeza de que no regresso teria o rebanho disperso. Mas tal não aconteceu. As ovelhas estavam à sombra, mansas, aguardando o pastor. Este contou o ocorrido ao vaqueiro. Costumava encontrá-lo a dormir e viu-o numa canseira atrás das vacas. Era o castigo de Nossa Senhora, tornando as vacas nas grandes vítimas das moscas.

 

Batalha de Ourique

Vamos até à batalha de Ourique, que, conforme a lenda, teve lugar em São Pedro das Cabeças, no concelho de Castro Verde. Foi uma batalha tão importante para a consolidação da independência de Portugal, e no fim dela D. Afonso Henriques, seria aclamado rei pelos seus guerreiros. E não era caso para menos, que o pequeno exército português teve de confrontar-se com as poderosas tropas de cinco reis mouros. E entre estes havia bos soldados, com sobejas provas dadas em combates. A bravura de Afonso Henriques tornara-se contagiante, mas a preocupação causava evidente tensão. Então, na véspera da batalha, estavam todos preparados de um e de outro lado. D. Afonso adormecera na sua tenda, e aqui entra a lenda a contar que em sonho lhe apareceu um velho que sobre ele fez o sinal da cruz, chamando-lhe o escolhido de Deus para ganhar aquela batalha. Naquele momento, acordou e viu diante de si um escudeiro a anunciar-lhe estar ali um velho que queria falar-lhe com urgência. Espantado, o que não tardaria a ser o primeiro rei português perguntou-lhe quem era. Sem lhe responder, o velho disse que ao toque do sino Afonso se retirasse da tenda e entrasse na ermida onde ele vivia há sessenta e seis anos. E desapareceu. Daí a instantes, tocou o sino, e lá foi D. Afonso de espada e escudo. À chegada, como se espreitasse para dentro do Céu, pois viu Cristo rodeado de anjos. E ouviu uma voz que lhe dizia estar-lhe garantida a vitória do dia seguinte, bem como a coroa de Portugal. E a batalha foi renhida, morreu muita gente, mas tudo se cumpriu como Cristo lhe dissera. E assim, Afonso mandou pôr no seu escudo, cinco castelos, cada qual por rei mouro vencido!

 

 

 

 

 

Contos e Lendas

09
Nov25

A Lenda do Galo de Barcelos

 

Ao cruzeiro seiscentista que faz parte do espólio do Museu Arqueológico da cidade, anda associada a curiosa lenda do galo. Segundo ela, os habitantes do burgo andavam alarmados com um crime e, mais ainda, por não se ter descoberto o criminoso que o cometera.

Certo dia, apareceu um galego que se tornou suspeito. As autoridades resolveram prendê-lo e, apesar dos seus juramentos de inocência, ninguém o acreditou. Ninguém julgava crível que o galego se dirigisse a S. Tiago de Compostela em cumprimento duma promessa; que fosse fervoroso devoto do santo que em Compostela se venerava, assim como de São Paulo e de Nossa Senhora. Por isso, foi condenado à forca.  Antes de ser enforcado, pediu que o levassem à presença do juiz que o condenara. Concedida a autorização, levaram-no à residência do magistrado, que nesse momento se banqueteava com alguns amigos. O galego voltou a afirmar a sua inocência e, perante a incredulidade dos presentes, apontou para um galo assado que estava sobre a mesa e exclamou:  - É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem.  Risos e comentários não se fizeram esperar, mas pelo sim e pelo não, ninguém tocou no galo. O que parecia impossível, tornou-se, porém, realidade! Quando o peregrino estava a ser enforcado, o galo assado ergueu-se na mesa e cantou. Já ninguém duvidava das afirmações de inocência do condenado. O juiz corre à forca e com espanto vê o pobre homem de corda ao pescoço, mas o nó lasso, impedindo o estrangulamento. Imediatamente solto, foi mandado em paz.  Passados anos, voltou a Barcelos e fez erguer o monumento em louvor à Virgem e a São Tiago.

 

 

Contos e Lendas

09
Nov25

A Moura e o Castelo

 

Sabe-se lá quando e por quem Alcoutim foi fundada! Mas sabemos que D. Manuel I lhe atribuiu foral, assim como temos conhecimento de que num dos mais pontos do concelho à ilharga do Guadiana, há vestígios de um castelo tão antigo que até se diz que foram os Mouros que o construíram.

Mas, segundo os entendidos, até poderá ser mais do passado.

Há, e é de supor que não lhes será desconhecido, que nesse local está encantada uma Moura.

É por isso que pela noite, mesmo com a ideia de que ela dispõe de um imenso tesouro,  não há quem se meta a galgar os 2 quilómetros entre Alcoutim e o que resta do seu castelo só para a desencantar!

E desencantar a Moura seira obra. Porquê? Ora quem o quiser fazer terá de lutar com um monstro, vencendo-o.

E onde é que estão os valentes?

Para maior precisão esclarecemos que bem próximo das ruinas do castelo há duas velhíssimas azinheiras.

Pois a Moura encantada, segundo a lenda, anda por ali pairando. E o candidato a desencantador terá de se apresentar a um 17 de Março, precisamente à meia noite, apenas armado de armas brancas – punhal, espada, assim. Então aparecer-lhe-á um monstro enroscado, um dragão ou uma serpente, mas de grandes dimensões e a soprar furiosamente. Ora, isto tem contribuído para dissuadir o desencantamento. E a pobre Moura lá vai sofrendo a cobardia das gentes, que nem sequer se lembram do tesouro que constitui a recompensa!

 

Pois temos mais material lendário sobre o castelo.

Conquistado este aos Mouros em 1240, o rei Sancho II ordenou a alguns cavaleiros que o ocupassem. Entre estes encontrava-se Rui Gomes, que, tomando a chefia, ordenou que fossem poupadas as vidas dos  Mouros achados ali dentro. Percorreu então todas as instalações, indo dar a uma sala onde se encontrava o ex-alcaide e a sua belíssima sobrinha.

Cumprimentaram-se.  O Mouro disse que a jovem era noiva do seu filho Hassan, que abandonara o castelo para não conhecer o peso da derrota. Bem, a lenda conta que Rui e Zuleima, assim ela se chamava, se apaixonaram ao primeiro olhar e viveram felizes uns meses. Isto até que, um dia, devido a um pressentimento de que poderia haver um mensageiro do rei para si no castelo. Rui Gomes deixou a Zuleima e cavalgou até lá. Ao chegar foi apunhalado por um mouro embuçado que não era senão Hassan a vingar-se. Mas caindo Rui Gomes aos pés do antigo noivo, assim caiu desmaiada Zuleima em sua casa. O mouro puxou-a para o seu cavalo e partiu a galope.

Porém o assassino foi visto por quatro soldados, que o perseguiram e, junto daquelas duas azinheiras referidas a pouca distância da fortaleza, lançaram-lhe as suas lanças e ali o mataram.

E é por isso que o espírito da Moura anda ali pelas azinheiras. E que há quem ouça um soluçar convulsivo, como se ela chorasse o seu amado Rui,

A moura e o castelo - 20220716_043647.jpg