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Contos e Lendas

03
Mai25

Lenda do penedo dos ovos (pedra amarela)

 

Existe, no meio da serra de Sintra um penedo elevado a prumo, caprichosamente, pela Natureza, ou produzidos pelas convulsões vulcânicas do terreno em tempos ignotos, anda ligada à seguinte lenda:

 

Dizia-se em tempos que por baixo de tal pedra havia um tesouro escondido (um tesouro encantado) que pertenceria a quem fosse capaz de derrubar o penedo , atirando-lhe com ovos.

 

Uma velha meteu então na cabeça que esse tesouro havia de lhe pertencer. Para tal, a velha começou a juntar tantos ovos quantos podia. Quando achou que já tinha uma boa provisão, deu início à sua ingénua tarefa. Carregou, pouco a pouco, todos os ovos para as imediações do penedo, e meteu mãos à obra. Um a um, dois a dois, e com quanta força dispunha, ia arremessando os ovos contra o penedo. Quando já não lhe restava nenhum, terrível decepção! O penedo continuava erecto e firme, lavado com ovos!

 

E foi assim que, em vez de cair por terra, o penedo, pondo a descoberto o maravilhoso tesouro, caíram por terra desfeitos todos os sonhos e todas as esperanças da pobre velha! E ainda hoje, o povo sempre propenso ao maravilhoso, julga ver nos musgos amarelados que cobrem o penedo, as gemas dos ovos que a velha contra ele arremessou.

 

 

 

 

Contos e Lendas

03
Mai25

Trancoso

O sapateiro Bandarra

Por trovas proféricas, o sapateiro de Trancoso, Gonçalo Anes, Bandarra por alcunha, alcançou fama nacional. A ponto de a Inquisição, se interessar por ele e pela sua obra e o ter proibido de erguer os olhos acima do trabalho, de que era oficial consumado!

E a sua fama chegou aos nossos dias, continuando a sua biografia a emocionar as gentes. Figura lendária como esta é difícil encontrar em qualquer parte do mundo.

Ora, vamos cá contar uma das suas profecias, e, como se não bastasse, traremos à coleção uma profecia de uma sua filha, Maria de seu nome.

Pois em mil quinhentos e tal, um almocreve, aproveitando pernoitar em Trancoso como etapa demorada do seu recado, foi ao Bandarra entregar-lhe um serviço. As suas botas de andarilho estavam num miserável estado e haviam-lhe dito que aquele sapateiro era o melhor das redondezas. E teria de esparar por peto porque não tinha outro calçado.

Pois ali, à vista do almocreve, o Bandarra transformou-lhe as velhas botas numas quase novas, as quais lhe davam uma tranquilidade no andar, sobre o facto de estarem à largura e ao jeito do pé do dono. E o almocreve, quando estendeu a mão para as receber, nem queria acreditar naquela maravilha, e perguntou quanto devia pelo excelente serviço.

 

Resposta do sapateiro:

- Irás e virás, na praça me acharás meio dentro e meio de fora e então  me pagarás!

O almocreve tomou Gonçalo Anes por meio parvo. E, a rir-se do negócio, lá se foi embora, calculando que nunca mais passasse em Trancoso. Mas enganou-se. Dali a uns tempos, novo recado o levou à velha praça. E quando entrou, soaran as campanas. Era enterro, e toda a gente se encontrava no largo principal. Disseram-lhe que o morto era o sapateiro. E quando olhou para a igreja verificou o caixão meio dentro, meio de fora da igreja. Percebeu então a mensagem, a profecia. E, adantou-se então a dizer que o funeral corria por sua conta, pagando o que lhe devia. Porém, gostaríamos de lembrar aqui a indicação final do Bandarra aos vindouros:

Em dis sítios me achareis

Por desgraça ou por ventura

Os ossos na sepultura

A alma nestes papeis.

 

E da filha, Maria, contam que, tendo sido presa por integrar o elenco de uma peça de teatro, aos dois guardas que a prenderam em sua casa vaticinou que só um deles chegaria ao seu destino. Face ao suposto descaro, eles empenharam-se numa marcha forçada para a cadeia. Afinal, não se tratava da fuga dela, mas um dos homens sucumbiu com ataque de coração.

...

02
Mai25

Castro Verde – As moscas e a batalha de Ourique

A lenda conta como Nossa Senhora alterou uma antiga disposição da Natureza, ficando assim vingada pela má educação de um vaqueiro. É que antigamente as moscas não incomodavam as vacas, mas as ovelhas. E andando a Senhora pelo Mundo nos seus misteriosos itinerários, perdeu-se em Castro Verde. Porém, passsando por uma manada, viu o vaqueiro a dormir. Não havendo outro que a pudesse ajudar, acordou-o. E pediu-lhe a informação do caminho que deveria tomar. O vaqueiro, zangado, disse não ter vagar para a aturar, que continuasse a andar até um pastor que seria capaz de a informar. E continuou o seu sono. E lá foi Nossa Senhora até ao pastor, cujas ovelhas, incomodadas com as moscas, não paravam no seu esgotante trabalho de as reunir numa sombra. Pastor e cão estavam exaustos. Mesmo assim, o pastor ensinou a Senhora a encontrar o caminho. Acompanhou-a um bocado, embora com a certeza de que no regresso teria o rebanho disperso. Mas tal não aconteceu. As ovelhas estavam à sombra, mansas, aguardando o pastor. Este contou o ocorrido ao vaqueiro. Costumava encontrá-lo a dormir e viu-o numa canseira atrás das vacas. Era o castigo de Nossa Senhora, tornando as vacas nas grandes vítimas das moscas.

 

Batalha de Ourique

Vamos até à batalha de Ourique, que, conforme a lenda, teve lugar em São Pedro das Cabeças, no concelho de Castro Verde. Foi uma batalha tão importante para a consolidação da independência de Portugal, e no fim dela D. Afonso Henriques, seria aclamado rei pelos seus guerreiros. E não era caso para menos, que o pequeno exército português teve de confrontar-se com as poderosas tropas de cinco reis mouros. E entre estes havia bos soldados, com sobejas provas dadas em combates. A bravura de Afonso Henriques tornara-se contagiante, mas a preocupação causava evidente tensão. Então, na véspera da batalha, estavam todos preparados de um e de outro lado. D. Afonso adormecera na sua tenda, e aqui entra a lenda a contar que em sonho lhe apareceu um velho que sobre ele fez o sinal da cruz, chamando-lhe o escolhido de Deus para ganhar aquela batalha. Naquele momento, acordou e viu diante de si um escudeiro a anunciar-lhe estar ali um velho que queria falar-lhe com urgência. Espantado, o que não tardaria a ser o primeiro rei português perguntou-lhe quem era. Sem lhe responder, o velho disse que ao toque do sino Afonso se retirasse da tenda e entrasse na ermida onde ele vivia há sessenta e seis anos. E desapareceu. Daí a instantes, tocou o sino, e lá foi D. Afonso de espada e escudo. À chegada, como se espreitasse para dentro do Céu, pois viu Cristo rodeado de anjos. E ouviu uma voz que lhe dizia estar-lhe garantida a vitória do dia seguinte, bem como a coroa de Portugal. E a batalha foi renhida, morreu muita gente, mas tudo se cumpriu como Cristo lhe dissera. E assim, Afonso mandou pôr no seu escudo, cinco castelos, cada qual por rei mouro vencido!

 

Contos e Lendas

02
Mai25

Celorico a Beira Os Três Milagres

1

Dirija-se o leitor a Celorico da Beira, e aí decerto encontrará placa indicativa da Aldeia Rica, a uns 8 km iga pela estrada até lé chegar, onde não terá dificuldade em encontrar a igreja de Nossa Senhora dos Açores. Entre e repare em três belos painéis assim intitulados: O Aparecimento da Virgem ao Rústico da Vaca, O Açor pousado na mão do Caçador e o Filho Rei já Ressuscitado, pois aí acaba a lenda que vamos começar. Ora escutem:

Andava um pastor de Aldeia Rica com as suas vacas quando uma delas se espantou e caiu ao rio. Vai o homem a querer salvá-la e e também ficou em perigo de vida. Então, ele lança um grito:

- Valei-me, minha Nossa Senhora!

E o pastor e a sua vaca tresmalhada salvaram-se, não tardando que aquilo fosse levado à conta de milagre. E a população sempre grata a estes sinais, ergueu uma pequena capela a Nossa Senhora.

 

2

Também não tardou que se multiplicassem os milagres e a fé, a ponto de a fama ter chegado a um rei de um recanto da Península. Nesse pequeno reino, os monarcas viviam com o desgosto de não terem um filho. Sabedores das maravilhas operadas na Aldeia Rica rezaram a Nossa Senhora que não os fez esperar mais que o tempo devido. Porém um acidente qualquer fez com que a criança ficasse defeituosa, o que amargurava muito os reis seus pais. Chamaram médicos de todas as partes, mas acabaram por se voltar, uma vez mais, para a Nossa Senhora de Aldeia Rica. Discutiram se deveriam pôr-se a caminho, dada a debilidade do filho. Vemceu a mãe, que entendeu valer a pena a jornada. Porém, a criança desfaleceu e morreu quando até já nem faltava muito para terminarem a viagem aos pés de Nossa Senhora. Mesmo assim, em vez de permitir que lhe enterrassem o filho, a rainha quis levar o corpo nos braços para o deixar aos pés da virgem. E o rei fez-lhe a vontade. Quando chegaram a Aldeia Rica, a rainha foi cumprir o prometido. O rei saiu a caçar com os da sua comitiva. Às tantas, um dos seus homens largou em liberdade o Açor que levava no braço. Denunciado, o rei logo o julgou e mandou que lhe cortassem a mão direita. O homem defendia-se dizendo que os pássaros tinham direito à liberdade. E quando o executor se preparava para cortara mão, o Açôr deu uma volta e colocou-se sobre ela. Ao mesmo tempo a rainha dava um grito porque o filho recobrava a vida e ficava curado dos seus males. Emocionado, o rei mandou soltar o prisioneiro e os outros Açores. E ali mesmo mandou erguer uma igreja a que deu o nome de Nossa Senhora dos Açores, ainda hoje motivo de admiração de toda a gente.

3

Também há quem se lembre da lenda de quando o alcaide-mor de Celorico, estando cercado no castelo por aquele que viria a ser D. Afonso III recorreu ao expediente de lhe mandar cozinhada uma truta que uma águia deixara cair na barbacã. Julgando-os fartos de cozinha o sitiante abalou com os seus