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Momento de Poesia

23
Abr25

Recordando a minha aldeia

 

Na Beira Alta estendida

Cheia de beleza e vida

Está situada a minha aldeia;

Nela reina a alegria e a bondade

O orgulho e a amizade

Para quem por ela passeia.

 

Aldeia simples e modesta

Onde se vive cada festa

Com alegria e fulgor;

A tua gente vive e canta

Com a força da garganta

E coração cheio de amor.

 

As raízes que criaram

Os teus filhos que emigraram

Não te esqueceram jamais;

Sempre regressam com alegria

Para viverem cada dia

Onde nasceram os seus pais.

 

 A tua longa história

Fica a todos na memória

E os povos que em ti viveram;

Guerreiros defensores da religião;

Que com a alma e o coração

Lutaram e defenderam.

 

Quando a ti regresso

Vejo todo o progresso

Quem em ti se implantou;

Recordo ainda com saudade

Toda a feliz mocidade

Que na minha vida passou.

 

Nas ruas e caminhos

Tens amor e carinhos

Para dares a quem por ti passa;

És uma aldeia da Beira

E tens como padroeira

A Nossa Senhora da Graça.

 

Autor: João (Alegria) Rodrigues

Momento de Poesia

23
Abr25

Sou da Aldeia (Sezures)

 

Sou da aldeia, sou da aldeia

E tenho a minha alma cheia

De alegria e muito amor;

Recordo-a com muito carinho

É uma terra rica de pão e vinho

E tudo nela tem valor.

 Terra de meus pais e avós

Que deram a todos nós

Educação com muito rigor;

Ensinando-nos o caminho

Por onde passa o pobrezinho

De olhos postos noSenhor.

 Pão e vinho sobre a mesa

A candeia sempre acesa

E ao serão toda a família;

Depois da ceia servida

Reza-se à Mãe querida

Para afastar aquezília.

Aldeias onde reina a alegria

E o pão nosso para cada dia

Que nunca lhes possa faltar;

Que conservem a sua beleza

E que nelas a mãe natureza

Lance sempre o seu olhar.

 A minha écom todo o rigor

Um altar onde o Senhor

Depositou todo o encanto

Por isso os teus filhos e netos

Gostariam de ter seus tetos

E de alegriachorar, seupranto.

 Jardim da minha infância

Onde reinava a tolerância

Para as crianças de então;

E nas horas de lazer

Viam-se as crianças a correr

Brincando ao arco e ao pião.

 

utor: João (Alegria) Rodrigues

 

 

 

 

 

 

 

 

Contos e Lendas

23
Abr25

O Pelourinho do Milagre

 

Era uma vez um senhor de terras que era do piorio.

Tinha ecravos e muitas vezes os mandava chicotear e enforcar. Fazia sofrer toda a gente. E assim, de uma vez em  que apanhou um dos pobres homens na posse de uma laranja, acusou-o de roubo e quis logo que o enforcassem ali. Não lhe importava que ele tivesse apanhado a laranja para matar a sede!  O escravo,vendo-se perdido, rezou quanto pôde à sua Santa protetora, e esta resolveu ajudá-lo. Assim,  no momento em que lhe punham a corda à volta do pescoço, a Santa apareceu e disse assim:

- Não há direito que condenem um homem só por ter apanhado uma laranja para matar a sua fome e sede!

Logo a corda desapareceu, e a Santa, voltando-se para quem ali estava, continuou:

- E fica aqui este pelourinho, para que de cada vez que, o olharem, se lembrem destes e de outros momentos vergonhosos!

Também, antes de se ir embora, deixou ali um livro, com os direitos e os deveres do Homem. Quem for a Constância, passando pela Praça de Alexandre Herculano, facilmente poderá ver o Pelourinho do Milagre!

 

 

 

 

 

 

 

 

Mas o leitor quererá saber o porquê da mudança do topónimo da cabeça deste concelho. Foi Punhete e Constância.

Quantas lendas, deveremos deixar-lhes? Pois há uma, que diz tratar-se de uma homenagem a um grade amor. Que em tempo de lutas liberais, o rapaz de uma família miguelista, apaixonou-se por uma rapariga de família  de liberais. Apesar da oposição de todos, s jovens casaram-se e foram felizes. Quis o acaso que um dia a Rainha Dona Maria visitou Punhete e hospedou-se em casa deles. Ao jantar contaram~lhe a história do seu amor.

Comovida a Rainha disse:

- Devido à constância do vosso amor e à beleza desta terra, que é tão bonita e tem um nome tão feio, a partir de agora, passará achamar-se Constância.

Já em Montalvo, se conta que a Rainha Constança, andava a passear por aquela região e passou porPunhete. Os habitantes, que não andavam contentes com o topónimo, aproveitaram a presença da Rainha e mudaram o nome da povoação, para Constância, homenagem que ela aceitou.

Mas há ainda uma outra lenda, com um toque de macabro. Pois esta conta que no fundo de um rio de águas límpidas havia um esqueleto a dizer adeus com a sua mão ossuda. Às tantas, o esqueleto ergueu-se, transformando-se lentamente numa linda princesa. E quando ficou completa, falou:

- Sou uma princesa encantada e chamo-me Constância. Depois fez construir o seu palácio, que ainda hoje existe. E a vila passou a chamar-se Constância.

Porém, neste caso, o leitor não se lembrará que a designação de Punhete durou mais que a lentidão do esqueleto a erguer-se? 

Mas as lendas são assim mesmo.

...

23
Abr25

Frei João sem cuidados

 

O rei ouvia sempre falar em Frei João sem cuidados, como um homem que

não se aflige com coisa alguma deste mundo.

- Deixa estar, que eu é que te vou meter em trabalhos!

- Mandou-o chamar à sua presença e disse-lhe:

- Vou dar-te uma adivinha e, se dentro de três dias não me souberes responder

mando-te matar.

- Quero que me digas o seguinte: - Quanto pesa a lua, quanta água tem o mar e

o que é que eu penso?

- Frei João sem cuidados saiu do palácio bastante atrapalhado, pensando na

resposta que havia de dar àquelas perguntas.

O seu moleiro, encontrou-o no caminho e estranhou ver Frei João sem cuidados

de cabeça baixa e macambúzio.

- Olá Senhor Frei João sem cuidados, então o que é isso que o vejo tão triste?

- É que o Rei disse-me que me mandava matar se dentro de três dias se eu não

lhe respondesse a estas perguntas: Quanto pesa a lua, quanta água tem o mar e o que é que ele pensa.

O moleiro pôs-se a rir e respondeu-lhe: Não se preocupe Frei João sem cuidados,

- Empreste-me o seu hábito de frade que eu resolvo ao questão.

- O moleiro, vestindo o hábito de frade, passados os três dias, dirigiu-se ao palácio pensando nas boas respostas que iria dar ao Rei.

Pediu então audiência ao Rei e na presença do mesmo foi certeiro nas respostas.

 

 

 

 

Então à resposta:

Quanto pesa a lua?

A resposta foi:

Saberá Vossa Majestade que não pode mais que um arrátel,

porque todos dizem que ela tem quatro quartos.

É verdade diz o Rei.

E agora diz-me quanta água há no mar?

- Resposta pronta do moleiro:

- Isso é muito fácil de saber.

Mas como Sua Majestade, só quer saber da água do mar, é preciso primeiro mandar fechar todos os rios porque sem isso nada feito.

- O Rei achou bem respondido. Mas zangado por ver que Frei João sem cuidadosse escapava das dificuldades, voltou ao ataque:

- Agora se não souberes o que eu penso, mando-te matar!

- O moleiro respondeu prontamente.

- Ora vossa Majestade pensa que está a falar com Frei João sem cuidados,

mas a verdade é que está a falar com o seu moleiro e deixando cair o hábito

de frade deixou o Rei pasmado com tal esperteza.

Contos e Lendas

23
Abr25

Cabeceiras de Basto - “Até Ali, por são Miguel, Até Ali, Basto Eu”

Embora tenha mudado de sitio, Basto, lá está na Praça da República, em Cabeceiras de Basto, pela bizarria da composição da figura, é um dos curiosos monumentos de todo o País! Representa um guerreiro lusitano e, de facto, trata-se de uma dessas estátuas jacentes de figuras admiradas que se colocavam sobre túmulos. De granito, parece vestir túnica, exibe um escudo sobre a barriga, pendendo-lhe o punhal e a espada embainhados. Ora, a estátua foi alterada por duas vezes, pelo menos está datada de 1612  e de 1892. Acrescentaram-lhe, sempre de pedra, uma barretina, umas bigodaças e meteram-lhe meias e botas. No escudo, tem a inscrição”Ponte de São Miguel de Refoyos 1612”. Ora a lenda… A lenda do Basto é muito antiga! Vem lá do fundo dos tempos, quando o grande Império Godo soçobrava às investidas dos Mouros, que tinham como chefem um homenzarrão chamado Tarik. Galvanizados pelo somatório das terras conquistadas, pelas riquezas que iam reunindo e pela glória com que se cobriam como guerreiros, os Sarracenos espalhavam o terror, atravessando os campos hortícolas da Galiza!

Ora, as notícias, apesar de tudo, sobretudo as más, naqueles tempos também depressa se espalhavam. Pelo que não tardou que a fradaria do Mosteiro de São Miguel de Refojos tomasse conhecimento. Porém, mais habituados à paz, aquilo soava-lhes como algo com que eles nada tinham a ver. E a verdade é que os senhores frades não atribuíram grande importância ao que era voz corrente. Porém, Bracara Augusta, que corresponderia hoje à nossa Braga, acabou mesmo por cair nas mãos dos Mouros. Foi quanto bastou para que o Mosteiro de São Miguel de Refojos se preparasse ainda que precipitadamente, para a sua defesa.

Bem, não foi possível reunir mais de uma centena de homens de lavoura misturados com homens de armas, aliás quase todos de pouca preparação militar, foça esta que era comandada  por D. Gelmiro, o venerando abade de Refojos.

Ora, os resistentes constava Hermígio Romarigues, ainda parente do fundador do mosteiro que mais se destacava. E destacava-se  não só pelo seu porte avantajado, de grandes e possantes membros, rosto retalhado por mil golpes das escaramuças passadas, como pela habilidade e coragem na arte da guerra. Também era o único assim preparado.

Postado junto à ponte que dava acesso ao Mosteiro, ao aproximarem-se as tropas de Tarik, o Monge gurreiro estendeu a sua possante manápula, assegurando:

- Até ali, por São Miguel!, até  ali, basto eu! E é que bastou mesmo. Três vezes arremeteram os Mouros contra as defesas do Mosteiro, mas outras tantas foram repelidos pela espada de Hermígio Romarigues.

A ponte sobre a ribeira ficou atulhada de corpos e os chefes sarracenos tiveram que recuar. E se quiseram, mais tarde, avançar por aquelas terras, foram obrigados a tratar com D. Gelmiro de igual para igual, gorando-se, deste modo, a suposta intenção de arrasarem o mosteiro e decapitarem os monges. O gigantesco Romarigues, o Basto, bastou naquela emergência. Perigos passados para os seus irmãos de Refojos, o monge guerreiro seguiu para o reduto cristão situado nas Astúrias, de onde irradiava já a Reconquista Cristã a partir de Covadonga, sob o comando de Pelágio. Monges e criados, algum tempo  mais tarde, entenderam ser seu dever imortalizar  o feito de Hermígio Romarigues,  campeador na ponte de Refojos e nos confins asturianos. E lá terão feito esta estátua que vemos em Cabeceiras, ou aproveitaram alguma pedra trabalhada, antropomórfica,que encontraram a preceito. Porém, a lenda não esquece de lembrar que os frades de Refojos foram vencidos uma vez sem que alguém lhes valesse! E por uma mulher D. Comba, que levou a sua vingança a ponto de mandar pensar os cavalos dentro da própria igreja do mosteiro! Fidalga da Casa da Taipa, cruel, exigia que lhe fritassem  vivas as trutas acabadas de pescar no ribeiro próximo! E quando morreu, num estrondo, como um demónio, desapareceu do caixão em que a levavam a enterrar em Fafe! Dizem que todas as sextas feiras, bem de noite, o seu espírito anda  à volta da capelinha da sua casa.