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Momento de Poesia

30
Nov24

A Procissão

 

Está tudo preparado

Há gente por todo o lado

A minha aldeia está em festa

Tocam os sinos a anunciar

Que a procissão vai passar

Não há outra como esta.

 

No adro da igreja toda a gente

Canta à padroeira alegremente

Cânticos de graças e louvor;

Os andores se aprumam

E à volta deles se arrumam

Aqueles que os levam com amor.

 

Lá na frente vai o guião

Anunciando que a procissão

Vai por aqui a passar;

E os santos nos seus andores

Vão recebendo os seus louvores

Que o povo lhes quer dar.

 

Há colchas nas janelas

E em todas as ruas e vielas

Sente-se um aroma de alegria;

Todos cantam, todos rezam

Até aqueles que se prezam

De viver este grande dia.

 

Vagarosos vão os andores

Que os seus transportadores

Com fé os vão carregando;

Com passos firmes vão

Aqueles que na procissão

Se vão já incorporando.

 

Cada andor com seu Santo

Vai mostrando o seu encanto

E a beleza que o ornamenta;

O perfume daquelas flores

Que com carinhos e amores

São regados com água benta.

 

Vão os estandartes à frente

De cada santo correspondente

Nas mãos de quem com carinho;

Com muita fé e dedicação

Vai ali com a alma e coração

Percorrendo todo o caminho.

 

Vai o Pálio lá atrás imponente

Cobrindo solenemente

O Sacerdote que vai rezando;

Com o Relicário em suas mãos

Vai orando pelos cristãos

Que com fé vão cantando.

 

Os sinos vão tocando

Alegremente anunciando

Que o cortejo vai na rua;

E o povo vai rezando

Aos santos vão implorando

Para o mal a sua cura.

 

Chegados já à igreja

Toda a gente ali deseja

Obter as graças do Senhor;

E acabada a procissão

É o Sacerdote que dá então

As Bênçãos do Salvador.

 

Autor: João Alegria Rodrigues

 

 

 

 

 

 

 

Momento de Poesia

21
Nov24

A Viagem de autocarro

 

Logo pela manhã viajei

O autocarro eu apanhei

Ali naquele mesmo lugar;

Fui então pela cidade

Matar a minha curiosidade

De a cidade contemplar.

 

Passei ruas e avenidas

Algumas bem compridas

Que o tempo marcou;

Deixando-me embalar

Com o próprio andar

Do autocarro que me levou.

 

Entram e saem passageiros

Mas há alguns dos primeiros

Que vão até ao fim da viagem;

E eu para minha satisfação

Vou olhando com atenção

Contemplando a paisagem.

 

O autocarro vai enchendo

E eu vou para mim dizendo

Com grande euforia;

Esta gente que aqui vai

Todos os dias aqui e ali sai

Cumprindo o seu dia-a-dia.

 

Quando a viagem chegou ao fim

E o motorista dizendo para mim

A viagem termina aqui;

Acabou ali o meu passeio

Fiquei feliz bem o creio

Pelo experiência que vivi.

 

Autor: João (Alegria) Rodrigues

 

Momento de Poesia

12
Nov24

     A Esmola do Pobre

 

Nos toscos degraus da porta

De Igreja rústica e antiga,

Velha, trémula mendiga,

Implorava compaixão.

 

Quase um século contado

De atribulada existência,

Ei-la, enferma e na indigência,

Que à piedade estende a mão.

 

   Duas crianças brincavam

À distância na alameda;

Uma trajava de seda,

Doutra humilde era o trajar.

 

Uma era rica, outra pobre;

Ambas louras e formosas;

Nas faces a cor das rosas,

Nos olhos o azul do ar.

 

  A rica ao deixar os jogos,

Vencida pelo cansaço,

Viu a mendiga, e ao regaço

Uma esmola lhe lançou;

 

Ela recebeu-a, e a criança

Que a socorre compassiva

Em prece fervente e viva

Aos anjos encomendou.

 

  Dum ligeiro sentimento

De vaidade possuída,

A criança mal vestida

Disse à do rico trajar:

- "O prazer de dar esmolas

"A ti e aos teus não é dado;

"Pobre como és coitado!

"Aos pobres o que hás-de dar?"

 

  Então a criança pobre,

Sem mais sombra de desgosto,

Tendo o sorriso no rosto,

Da igreja se aproximou;

 

E após, serena, em silêncio,

Ao chegar junto da velha,

Descobrindo-se, ajoelha

E a magra mão lhe beijou.

 

  E a mendiga alvoraçada,

Ao colo os braços lhe lança,

E beija a pobre criança,

Chorando de emoção.

 

É ssim que a caridade

Do pobre ao pobre consola.

Nem só da mão sai a esmola,

Sai também do coração.

Momento de Poesia

10
Nov24

Aldeias do interior

 

Aldeias do interior

Onde impera o calor

Nos corações das suas gentes

Construídas em tons diferentes

São relíquias do passado;

Brilhando ao amanhecer

Fumegam ao entardecer

Nas suas cozinhas ancestrais

Todas elas sempre iguais

Neste país tão amado.

 

Com o aroma da alegria

Onde se vive o dia-a-dia

Na luta campesina

Ao som da velha concertina

Alegram-se os bailaricos;

Com suas devoções

Vivem os seus aldeões

Em constante euforia

Vivem com muita alegria

Sem sentirem seus atritos.

 

Casas de xisto ou granito

Tornam tudo mais bonito

Nestas aldeias das beiras

Até nas serras sobranceiras

Os dias têm mais cor;

Nelas sente-se a amizade

E uma forte hospitalidade,

E quem ali nelas nasceu

Sente que é um pouco de Céu

Símbolo de paz e amor.

 

Autor: João Alegria Rodrigues

Momento de Poesia

10
Nov24

A ESPERANÇA

 

 

No passado, uma saudade,

No presente, uma amargura,

E no futuro, uma esperança

De imaginária ventura.

 

Eis no que consiste a vida

Imposta por Deus ao homem.

Nisto se consomem dias!

Muitos anos se consomem!

 

Saudade é flor sem perfumes

Quando ainda verdejante,

Mas à medida que murcha,

Ai, que aroma inebriante!

 

A amargura é duro espinho,

Que nas carnes penetrando,

Faz desesperar da vida,

Suas flores definhando.

 

A esperança é frouxa luz,

Que nas trevas nos fulgura;

Vendo-a, ousados caminhamos;

Mas, ai, que pouco dura.

 

Quantos mais passos andados

Na agra senda desta vida,

Mais amargo é o presente,

E a saudade mais sentida.

 

Mas a esperança não; os anos

Fazem-lhe perder o brilho;

Caem-lhe uma a uma as folhas

Da existência pelo trilho.

  

A velhice nada espera.

Nada da esperança lhe dura...

Mas não, cansada da vida,

Tem a paz da sepultura.

 

Tem a morada fulgente

Da inteligência Divina;

Tem as regiões sagradas,

Que eterno sol ilumina.

 

Bendito sejas, meu Deus!

Que nos dás na vida inteira,

A filha dos céus, a esperança,

Por suave companheira.

 

Ela nos enxuga o pranto,

O pranto ardente e amargoso;

Não a acusemos de pérfida,

Esperar... já é um gozo.

 

A mente, esperando, concebe,

Conceção sempre iludida,

Prazeres talvez entrevistos

Nas cenas duma outra vida.

 

Esperamos pois companheiros

Desta fadigosa viagem;

Se a esperança é imagem do gozo,

Adoremos essa imagem.

 

E cruzando este oceano

Com os olhos no porvir;

Esqueçamos no presente

Se horríssono bramir.

 

E quando enfim, já cansados,

Reclinarmos nossa fronte,

Que a esperança nos revele

Mais dilatado horizonte.

 

 

Momento de Poesia

07
Nov24

Farofa do (F)

 

 Um provinciano chegado à capital,

entrou num restaurante para almoçar.

Ao dirigir-se à empregada começou

o seu diálogo com as palavras a começar por F.

Cliente: - Faça o favor.

Empregada: - O que deseja o senhor?

Cliente: -Favor fazer frango frito.

Empregada: - Com Quê?

Cliente: - Farinha, feijão e farofa.

Empregada: - Quer pão senhor?

Cliente: - Faça fatias

Nesta altura a empregada ficou indignada, mas voltou a falar:

Empregada: - Mais alguma coisa?

Cliente: - Filete de fígado

Terminado o almoço, a empregada pergunta-lhe:

O café está bom?

Cliente: - frio e fraco

Empregada: - Como é que o senhor gosta?

Cliente: - Forte e fervido

Empregada: - De onde o senhor é?

Cliente: - Fafe

Empregada: - Como é que se chama?

Cliente: - Francisco Fagundes Ferreira

Empregada: - Qual é a sua profissão?

Cliente: - Fui Ferreiro

Empregada: - E deixou o emprego?

Cliente: - Fui Forçado

Empregada: - Por quê?

Cliente: - Faltou ferro.

Empregada: - O que fabricava?

Cliente: - Ferrolho, Fechaduras, Ferraduras, ferragens

Empregada: - Se o senhor disser mais seis palavras

com a letra F não paga.

 

Cliente: - Foi Formidável, ficando fiado, fico freguês…

 

Momento de Poesia

07
Nov24

Aldeias do Interior

 

Aldeias do interior

Desprovidas de riqueza

Onde abunda o amor

Como o perfume da flor

E o pão sobre a mesa.

 

Suas gentes hospitaleiras

Sempre de coração em alerta

A quem por ali vai passando

E delas se vai lembrando

Há sempre uma porta aberta.

 

Seus casarios de granito

Construidos por obreiros

Com seu perfil tão bonito

Que eu um dia até fico

Com saudade dos pedreiros.

 

Com o fumegar da lareira

Quando é chegada a tardinha

Depois de um dia de canseira

Vem também a lide caseira

E o trabalho da cozinha.

 

Todos à volta em união

Ouvindo o crepitar da lenha

Entregam o seu coração

Com todo o amor e paixão

A quem a sua casa venha.

 

Autor: João Alegria Rodrigues

 

 

 

 

 

 

Momento de Poesia

07
Nov24

Justiça curiosa

Embora pareça anedota inventada o que vai contar-se, não o é:

passou-se, por sinal, em certa comarca do nosso Alentejo.

Um dia foi julgado um caçador, acusado de ter morto três perdizes,

ainda no tempo defeso, em que a lei não permite caçar. As testemunhas,

porém, afirmaram ao juiz que não foram tal três perdizes que o caçador

matara, mas sim três perdigões.

Pois tanto bastou para o juiz absolver o réu, baseando a sentença no facto

de a lei, que então regulava o exercício da caça, só falar em perdizes,

e os juizes não terem o direito de deixar de distinguir sexos contràriamente

à determinação bem expressa da lei, que não punia  a caça aos perdigões...

 E assim se mostra que nunca se perde em cada um ser bem, claro,

quando fala ou escreve.

 

Depois do trecho acabado,

 vamos a ver quem me diz:

qual a fêmea do veado?

qual o macho da perdiz?

 

Momento de Poesia

07
Nov24

Falta de ve4rgonha

 

Que falta de vergonha

Já não há quem ponha

Uma mão em tudo isto eu digo

Cada um faz o que lhe

dá na gana

E ninguém já os apanha

E lhes aplica um castigo.

 

Vivemos num país sem lei

E por aquilo que eu sei

Nenhuma autoridade ou juiz;

Pode impor o respeito

E que todos devíamos ter direito

Ao cheiro do nosso nariz.

 

A autoridade não pode

Fazer mal a quem lhe morde

Neste país os calcanhares;

A lei protege os meliantes

E já não é como dantes

Pelas ruas circulares

 

Quando o respeito imperava

E toda a gente andava

Por aí em paz e sossego;

Seja de dia ou noite

Não há que se afoite

Por se sentir com medo.

 

Cada um se vai apropriando

E o povo vai enganando

Em nome da democracia;

Já não há confiança

Nas pessoas de liderança

Que nos governam no dia-a-dia.

 

Autor: João Alegria Rodrigues

 

Momento de Poesia

06
Nov24

A Casa do lavrador

 

A casa de um  pobre

Também tem algo de nobre

Que a torna especial;

Vive nela a riqueza

Do pão sobre a mesa

E a roupa no estendal.

 

A casa do pobrezinho

Onde não falta o pão e o vinho

E a graça do Senhor;

Tem o romper da nova aurora

Tem o sol pelo dia fora

Tem lá dentro a paz e o amor.

 

Feita de madeira a tosca mesa

Tem sobre ela a franqueza

De receber com amor e carinho;

Todo aquele que à porta bater

E que com bom coração vier

Ali encontra o bom caminho.

 

Recebe com lealdade

Com orgulho e vaidade

O seu Amigo a qualquer hora;

E assim fica contente

Por receber toda a gente

É a amizade que ali mora.

 

Casa modesta sem Brasão

Mas rica em amor e pão

E de alma generosa;

Com seus lírios a enfeitar

E o aroma que paira no ar

Daquelas perfumadas rosas.

 

Autor: João (Alegria) Rodrigues

 

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